É engraçado como as coisas são guardadas, como se fossem
escondidas, em lugares tão à vista, porém, não à nossa vista. Nossa vista tão
calejada de objetos, cores, formas... Uma vista que acaba tendo vários pontos cegos, e ânsias tão inesperadas de novidades, de algo que se destaque... E
quando buscamos simplesmente procurar aquilo que queremos, sem nos importar que seja novo ou velho, acabamos por descobrir quantas formas,
sons, cores, cheiros, tatos e gostos existem naquilo que nem havíamos
percebido, naquilo que era um filtro de percepção para nossa tão calejada vista.
Encontrei um livro tão singelo de um autor, e
publicado por um projeto que nem fazia ideia de que existia. Um concidadão meu,
Renato de Oliveira Prata. E aqui deixo um poema dentre tantos que se encontram no livro Sob o cerco de muros e pássaros...