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segunda-feira, 9 de outubro de 2023

Som da Liberdade

Este é um Simples Comentário, para saber mais, leia a introdução.

Sound of Freedom

2023

EUA e México

Um ex-agente especial do governo estadunidense embarca em uma missão arriscada para resgatar crianças vítimas de tráfico infantil na Colômbia.

Cinco Estrelas

Os poucos defeitos que existem não me incomodam

💕

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Identitarismo: uma Má Ideia, Atualmente santificada

Ou Nenhum Ódio Deve Ser Tolerado

Academicamente chamado de “Política Identitária”, o identitarismo nada mais é que uma distorção de boas ideias. Segundo Helen Pluckrose e James A. Lindsay, a “política identitária é uma abordagem bem diferente do liberalismo universal e, na sua forma de Justiça Social, deriva de uma virada intelectual na academia esquerdista. Desde o fim dos anos 1960 até meados dos anos 1980, alguns intelectuais de esquerda de várias disciplinas tiveram uma desilusão com o marxismo e teorizaram um modo radicalmente diferente de ver a sociedade. […] Esse novo modo de pensar se enraizava no construtivismo social, a ideia de que o conhecimento não é descoberto, mas fabricado pelas pessoas na forma de discursos — formas de se falar sobre coisas. O conhecimento é construído, diz a tal teoria, a serviço do poder e, portanto, perpetua a desigualdade. Sob essa abordagem, todas as metanarrativas dominantes — grandes explicações abrangentes de como entendemos o mundo — devem ser desmanteladas, incluindo a ciência e a razão. Dessa forma, o conceito de conhecimento objetivo, acessível a todos, é negado porque é impossível separá-lo da subjetividade e da perspectiva pessoal.”

O identitarismo – ou “lacração”, como vulgarmente chamado – precisa ser entendido corretamente para que novos adeptos não sejam atraídos pela sua falsa moral e racionalidade, por isso monto este texto, que é simplesmente uma introdução ao tema, pois não pretendo me aprofundar nele, apenas citar trechos de textos que recomendo de bons críticos a essa política e fazer modestos comentários a respeito.

No texto A política identitária não é uma continuação dos movimentos por direitos civis, pode-se entender melhor os problemas desta abordagem. Reproduzo abaixo uma lista com uma síntese deles, mas reitero a recomendação do texto completo, um artigo científico facilmente compreensível.
  • Epistemológicos: Ela depende da altamente duvidosa teoria construtivista social e por isso produz leituras fortemente enviesadas de situações.
  • Psicológicos: Seu foco único na identidade é divisivo, reduz a empatia entre os grupos e vai contra intuições morais fundamentais de justiça e reciprocidade.
  • Sociais: Ao falhar em defender princípios de não-discriminação com coerência, ela ameaça enfraquecer ou destruir tabus sociais contra julgar as pessoas por sua raça, gênero ou sexualidade.

sábado, 10 de maio de 2014

Embalagens Humanas

Por ser um animal social, o humano costuma rotular indivíduos de sua própria espécie para facilitar a sua compreensão acerca deles, levando-o a construir conceitos pré-definidos em relação a certa pessoa com determinado rótulo. A sociedade costuma rotular as pessoas em demasia, fazendo com que muitos decepcionem-se quando a pessoa não corresponde a imagem preestabelecida que o outro tem dele após conhecê-lo melhor.
Divulgação
Uma única definição não consegue caracterizar uma pessoa, pois a personalidade humana é complexa demais para um termo a interpretar. Cada um possui vários motivos para agir e pensar de certa maneira, não por causa de apenas uma circunstância, uma preferência. E o maior problema com os rótulos é que eles identificam majoritariamente os gostos, poucos são para ideologias.

Estranho é as pessoas desejarem relacionar-se com pessoas de gostos parecidos, não de valores. Com preferências parecidas há grande chance de uma diversidade de conversas agradáveis, mas se houver valores divergentes, haverá menos chance do relacionamento durar. Por isso considero rótulos em relação aos gostos pessoais piores que os relacionado aos valores.

Um bom exemplo de rótulo popular de preferências é o de nerd, termo que não tão antigamente era xingamento e aparenta ter se tornado um elogio. Pelo que, ou quem, é classificado como nerd, dá para perceber que é algo fora dos padrões do "povão" e influenciado ou originado dos EUA. Por consequência, no Brasil, é usual algo nerd ser completa ou parcialmente inglês.

Além de comunidades de fãs na Internet denominadas de fandom.
Morte, Relacionamentos Forçados, Drama Excessivo e, principalmente, Muita Confusão! DeviantArt
Entretanto, alguém que considere-se nerd só falará de bons qualitativos para ser assim chamado. Assim como, para alguns religiosos, praticantes de outra religião estão errados, são maus, querem prejudicar tudo e a todos. Um ponto de vista totalmente diferente daquele inserido nesse outro tipo de espiritualidade.

Nem todos são completamente maus. A simples aquisição de um rótulo não torna as pessoas más, no entanto, podem causar conflitos desnecessários na interação social, pois um "emo" leva uma carga que o "gótico" não possui. E, mesmo sendo menos prejudicial, o rótulo ideológico não é tão agradável para os de fora de tal grupo. Uma "feminista" seria, nos dias atuais, alguém que luta pela igualdade ou pela supremacia do feminino? Depende para quem perguntar. Um "liberal" é aquele que propõe liberdade ou defende uma facção política? Depende para quem perguntar. E assim por diante...

Porque, além do já escrito, o rótulo humano é relativo, não uma "verdade absoluta", até porque nada é tão simples que possa ser explicado com apenas um termo, atrás dele sempre haverá vários significados.
Rótulos definem as características do produto, mesmo que seu conteúdo seja diferente, o rótulo padroniza, fazendo com que os compradores o encontrem como algo já definido. Não mais um ser, mas um produto embalado com os preconceitos dados e estereótipos incrustados.

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Não Se Defina!