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sábado, 2 de novembro de 2024

O Cabeça de Abóbora


Pumpkin Jack foi uma grata surpresa. Interessou-me depois de ver que estava com um preço bom na Playstation Store e de assistir a um vídeo da jogabilidade dele. Contudo, quando fui jogar, de fato, a obra, a experiência foi melhor do que eu esperava! Lembra bastante um jogo de PS1, mas com gráficos melhores e legendas em PT-BR; há uma narração em inglês, mas não me incomodou. É do meu gênero favorito: plataforma 3D; o jogador precisa atravessar obstáculos pulando, batendo em itens do cenário e lutando contra inimigos, entre outras peripécias.

Aviso: este texto contém revelações sobre o enredo.

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Entrevista com o Demônio

Este é um Simples Comentário, para saber mais, leia a introdução.

Late Night with the Devil

2023

Austrália, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos

O apresentador Jack Delroy (David Dastmalchian) tenta recuperar a audiência de seu programa, que despencou desde a trágica morte de sua esposa. Desesperado pelo sucesso, Jack planeja um especial para o Halloween de 1977, mas o que começa como uma noite de entretenimento se transforma em um pesadelo ao vivo.

Cinco Estrelas

Os poucos defeitos que existem não me incomodam

💕

domingo, 11 de fevereiro de 2024

O Mal que Nos Habita

Este é um Simples Comentário, para saber mais, leia a introdução.

Cuando acecha la maldad

2023

Argentina

Em uma cidade remota, dois irmãos encontram um homem infectado pelo diabo prestes a dar à luz a própria doença. Eles decidem se livrar do homem, mas só conseguem espalhar o caos.

Uma Estrela e Meia

Ruim, mas podia ser pior.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Minhas Leituras de Agatha Christie em 2023

Em 2022, resolvi assistir ao Crime a Bordo, um dos filmes baseados na obra de Agatha Christie, embora não em um livro específico, mas na personagem Jane Marple da escritora, interpretada magistralmente pela maravilhosa atriz Margaret Rutherford. Gostei tanto do filme que resolvi começar a ler Agatha por um livro da Jane no começo de 2023. E qual não foi a minha surpresa pela personagem ser completamente diferente da do filme! Mesmo assim, gostei de Convite Para um Homicídio (1950), pois a história é divertida e inteligente e alguns personagens são bons; não gostei de todos. E, claro, como todos comentam, o final é imprevisível. A srta. Marple não é nenhum Sherlock Holmes, mas simpatizei com a velhinha e seus métodos de dedução. Sem dúvida, a melhor personagem do livro! E isso me fez ter vontade de ler mais livros da autora.

sábado, 6 de janeiro de 2024

Comentários Sobre os Especiais de 2023 de Dr. Who

Depois de mais de um ano, Dr. Who ganhou novos episódios: três especiais em comemoração ao sexagenário e um especial de Natal, todos escritos por Russel T. Davies. Como eu escrevi em Agradeço por Tudo, Steven Moffat, dá para ter alguma emoção com os roteiros do RTD, nem que seja negativa, que foi o caso do primeiro especial, A Fera Estelar, em novembro de 2023. Admito, porém, que a culpa não foi toda do roteirista, já que Pat Mills e Dave Gibbons contribuíram na criação da história. Os demais especiais, escritos exclusivamente pelo RTD e lançados em dezembro de 2023, foram muito bons.

Aviso: este texto contém revelações sobre o enredo.

terça-feira, 6 de setembro de 2022

Minhe Nota de Repúdio

Antes de mais nada, não existe “linguagem neutra”. Existe um dialeto supostamente neutro que os identitários criaram. E quem defende esta sandice é muito ignorante, principalmente da gramática e da origem do idioma português. Quem o utiliza sem impô-lo, usa-o como se fossem gírias ou ironicamente, é uma pessoa compreensível. O problema é defender a utilização do dialeto no ensino de jovens ou como o novo padrão do idioma.

O professor Noslen explicou em uma entrevista que é bobagem dar a desculpa de que “a língua é viva” para utilizar o dialeto, pois as mudanças ocorrem de forma orgânica, não artificial de forma imposta ignorando a norma-padrão, as estruturas basilares do idioma. Ele inclusive faz a pertinente comparação com o terraplanismo, que é fruto da falta de estudo, exatamente da mesma forma que o dialeto. Confira no Youtube o professor falando.

Esse dialeto é pura sinalização de virtudes, ato muito comum para quem não faz nada de útil e mesmo assim quer sinalizar aos identitários o quão virtuoso é. Ajudar, o suposto “pronome neutro” não ajuda ninguém. Inclusive atrapalha quem os apoiadores dele dizem ajudar.

O idioma brasileiro é vivo e suas mudanças ocorrem de acordo com os falantes, não com base em ideologias que a maioria nem conhece. Brasileiro pouco sabe de política e pouco se importa, até porque temos problemas de verdade. Não faz sentido importar as loucuras dos países desenvolvidos que criam problemas pois não os têm de verdade.

A Netflix adotou em certos desenhos esse dialeto, distorcendo a obra original. Inclusive há relatos de que estava até na versão brasileira, não só nas legendas. Este é o resultado da péssima educação brasileira. Má escolaridade, ignorância da própria gramática, dá nisso. Mas fazer o quê? Não é novidade nenhuma o Brasil importar o pior dos EUA para cá, só fico triste que afete até a dublagem brasileira, considerada a melhor do mundo. Mas, se continuar assim, não mais a será.

Meus parabéns à editora Joana Rosa Russo da Mythos Editora por se opor a este dialeto bizarro e sem importância. Importante é ser oposição a erros de linguagem, como é este dialeto, em publicações com um pingo de seriedade. Infelizmente, outra editora fez o desserviço de ser a favor dessa atrocidade. A insanidade só não foi tanta porque, depois, a editora declarou não interferir nos textos originais, com ou sem o dialeto. Se o autor original escreveu assim para determinado nicho, tudo bem. Só é bom deixar bem claro para os incautos leitores.

Ressalto que é importante estudar etimologia e as origens do próprio idioma antes de querer alterá-lo por picuinha ideológica ou qualquer outra besteira. No Latim, idioma que deu origem ao português, havia três gêneros: masculino, neutro e feminino. Quando o português foi construído, os falantes juntaram o neutro ao masculino, fazendo do feminino um gênero especial. Ora, se os defensores da aberração que é o dialeto neutro usam a desculpa de este idioma não ser "inclusivo", então deveriam querer retroceder e separar os gêneros que foram fundidos, até porque homem não é objeto, né? Por que será que se preocupam mais com o feminino que é o destaque do que com o masculino que foi “neutralizado”? Pura ignorância ou má-fé?

O dialeto repugnante assume algo falso para criar um suposto gênero neutro não porque é necessário, até porque é a antítese da neutralidade um neologismo redundante como esse livrar os identitários de seu mundo de fantasia onde tudo é opressão e perseguição.

Para finalizar esta nota, faço uma última pergunta: não é de se desconfiar a utilização de algo artificial quando já existe um modelo natural e eficiente?

quinta-feira, 14 de julho de 2022

A Praga Maldita

Em uma noite tranquila, em algum lugar do Brasil, vivia uma família composta por pai, mãe, caçula e irmã mais velha. Os quatro moravam em uma casa modesta, mas espaçosa, com quintal pequeno, mas que rodeava a moradia. Nesta noite, esta família estava na sala assistindo à televisão. Ainda não era hora das crianças dormirem. Quando, não mais que de repente, todos ouviram sons estranhos vindos do quintal em frente à porta. Os quatro desviaram o olhar da TV para a porta da frente. Porta que abriu-se devagar. O pai perguntou-se se não a tinha trancado, mas antes de verbalizar a dúvida, surgiu uma criatura que não tinha como ser outra coisa que um alienígena. Era maior que a pessoa mais alta da casa, a cor de sua pele era azul-marinho e não parecia vestir roupas, embora não mostrasse órgãos genitais. Também possuía uma antena no meio da testa, de onde vinha os barulhos indescritíveis que a família agora ouvia. Os sons de outrora deviam ser de sua espaçonave, pensou o caçula. A antena da criatura musculosa e intimidadora vibrava, mas o resto de seu corpo estava parado. O ET havia dado poucos passos e fechado a porta sem encostar nela e agora jazia defronte aos quatro humanos como uma estátua. Eles estavam paralisados de medo. Bem, foi o que pensaram, mas, na verdade, a criatura tinha poderes psíquicos, canalizados pela antena, que faziam aquelas pessoas modestas não se moverem. Era difícil até de respirar. A irmã do caçula choraria se não estivesse paralisada. A mãe sentia-se impotente por não conseguir ajudar seus filhos. O pai estava com raiva por não conseguir ver seu jornal noturno. Por horas, o medo tomou conta dos quatro, enquanto a criatura azul ficava parada, impassível, com apenas a antena mexendo. Os barulhos que dela vinham apavoravam a família que nada podia fazer. Estavam consumidos pelo terror. O caçula, que amava histórias de terror, percebeu como não era nada divertido quando uma acontecia na realidade. Depois do que pareceu uma eternidade, amanheceu. Com os primeiros raios solares batendo nas janelas ao lado da porta, veio o estremecer do alienígena. Sua antena parou de vibrar e ele cambaleou para frente, mas fumaça já começara a sair de seu corpo. Sua pele borbulhava e ele queimou rapidamente na frente dos olhares temerosos daqueles que haviam sido suas vítimas até então.

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Identitarismo: uma Má Ideia, Atualmente santificada

Ou Nenhum Ódio Deve Ser Tolerado

Academicamente chamado de “Política Identitária”, o identitarismo nada mais é que uma distorção de boas ideias. Segundo Helen Pluckrose e James A. Lindsay, a “política identitária é uma abordagem bem diferente do liberalismo universal e, na sua forma de Justiça Social, deriva de uma virada intelectual na academia esquerdista. Desde o fim dos anos 1960 até meados dos anos 1980, alguns intelectuais de esquerda de várias disciplinas tiveram uma desilusão com o marxismo e teorizaram um modo radicalmente diferente de ver a sociedade. […] Esse novo modo de pensar se enraizava no construtivismo social, a ideia de que o conhecimento não é descoberto, mas fabricado pelas pessoas na forma de discursos — formas de se falar sobre coisas. O conhecimento é construído, diz a tal teoria, a serviço do poder e, portanto, perpetua a desigualdade. Sob essa abordagem, todas as metanarrativas dominantes — grandes explicações abrangentes de como entendemos o mundo — devem ser desmanteladas, incluindo a ciência e a razão. Dessa forma, o conceito de conhecimento objetivo, acessível a todos, é negado porque é impossível separá-lo da subjetividade e da perspectiva pessoal.”

O identitarismo – ou “lacração”, como vulgarmente chamado – precisa ser entendido corretamente para que novos adeptos não sejam atraídos pela sua falsa moral e racionalidade, por isso monto este texto, que é simplesmente uma introdução ao tema, pois não pretendo me aprofundar nele, apenas citar trechos de textos que recomendo de bons críticos a essa política e fazer modestos comentários a respeito.

No texto A política identitária não é uma continuação dos movimentos por direitos civis, pode-se entender melhor os problemas desta abordagem. Reproduzo abaixo uma lista com uma síntese deles, mas reitero a recomendação do texto completo, um artigo científico facilmente compreensível.
  • Epistemológicos: Ela depende da altamente duvidosa teoria construtivista social e por isso produz leituras fortemente enviesadas de situações.
  • Psicológicos: Seu foco único na identidade é divisivo, reduz a empatia entre os grupos e vai contra intuições morais fundamentais de justiça e reciprocidade.
  • Sociais: Ao falhar em defender princípios de não-discriminação com coerência, ela ameaça enfraquecer ou destruir tabus sociais contra julgar as pessoas por sua raça, gênero ou sexualidade.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

O Demônio do Quarto Andar

Esta é uma história real, aconteceu com um amigo de um amigo meu.

E eu vou escrevê-la como me foi contada pelo meu amigo, que repetiu as palavras de seu amigo. Se a história não fosse tão assustadora, eu acharia graça, pois isto parece uma tradição oral.