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terça-feira, 21 de julho de 2026

Ukko e Guará

O lobo-guará é um animal por quem tenho grande afeto. Desde criança, adoro-o. Já joguei um jogo antes com o bicho e, de lá para cá, adquiri calendários, uma estatueta (infelizmente manca no atual momento), adesivos, livro de colorir, camisetas e uma caneca do animal. Espero poder conhecê-lo “pessoalmente” um dia. Entretanto, neste texto, comentarei sobre o jogo criado pelo estúdio brasileiro Maqna Interactive.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Três Platinas Fáceis de Jogos Curtos

Subway Surfers é um jogo para celular que eu conheci há mais de uma década, originalmente não tinha o idioma português, mas, felizmente, isso foi resolvido posteriormente. Compreensível, já que é uma obra gringa. O que eu não admito é um jogo brasileiro em inglês sem a opção para o idioma do Brasil! Talvez, se eu soubesse disso, nem teria comprado MetroLand, que conheci através deste vídeo do Fiaspo, contundo, não me arrependi da compra nem de tê-lo jogado. Foi a platina mais rápida que já fiz, só por isso, e por poder jogar uma cópia de Subway Surfers no PS5, já valeu a pena. Aliás, há vários defeitos do jogo original que foram corrigidos nesta cópia; dentre eles, o de eliminar propagandas e compras dentro do jogo. Para conseguir zerar MetroLand, é só gastar uma única vez com o preço da PlayStation Store e pronto.

Comprei Arise: A Simple Story porque já tinha visto uns vídeos no YouTube que mostravam o quão belo o jogo era, não só pelos lindos gráficos, mas como também pela sua história e trilha sonora soberba. Felizmente, dá para jogar cooperativamente, então convidei minha mãe para controlar o protagonista e eu, os elementos do cenário. Contudo, achei esse meu controle chato, então trocamos; ela não se incomodou e eu fiquei muito satisfeito com a jogabilidade. O personagem sem nome é agradável visualmente e suas ações são identificáveis; apesar de o jogo não ter nenhum diálogo, é emocionante do mesmo jeito. Felizmente, há textos traduzidos para o PT-BR, infelizmente, com alguns erros, mas nada que comprometesse a nossa experiência. Este é o que mais recomendo desta lista e o único que só se consegue a platina depois de zerar o jogo.

Conheci Who Needs a Hero? pelo YouTube e, mesmo podendo jogá-lo no PC, só resolvi comprá-lo numa promoção do PlayStation Store. Satisfatoriamente, não há a opção de obscenidades para o PS5, lamentavelmente, há um erro na personalização do protagonista nesta versão, não consegui realizar as modificações que queria. A jogabilidade é bem simples, assim como Metroland, pois é um RPG de texto com foco na trama satírica bem escrita e inteligente. O jogador limita-se a fazer escolhas e jogar dados para lutar contra inimigos, ou seja, derrota-se os monstros com base na sorte, apesar de que há certa estratégia ao escolher usar um dado feito literalmente de merda ou outros itens compráveis com o ouro do jogo.

Reuni meus comentários sobre estas três platinas neste único texto, pois eu não tinha muito o que dizer. Os próximos jogos que pretendo comentar no Aniliquajo são It Takes Two e Marsupilami: Hoobadventure. Até lá.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

90 Anos do Maior Quadrinista Brasileiro

Ontem, Maurício de Sousa completou 90 anos de idade, poucos dias após sua cinebiografia ter estreado nos cinemas, então aproveito o ensejo para também comentar sobre outras de suas obras que eu vi na telona. Já publiquei no Aniliquajo simples comentários sobre os quadrinhos baseados em suas criações, mas ainda não tinha escrito nada muito extenso sobre o audiovisual, não que eu vá me prolongar neste texto, mas será consideravelmente maior que minhas curtas aprovações em redes sociais.

A primeira vez que fui prestigiar meu quadrinista favorito no cinema foi em 2004, ainda criança, foi uma experiência inesquecível em que, mesmo ao sair da sessão, ainda se podia ver os créditos na entrada das salas. No mesmo ano, também pude conferir Shrek 2 e Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, vale destacar, duas sequências espetaculares, mas também o terrível Homem-Aranha 2 que dispensa comentários, pois já o fiz em O Melhor Homem-Aranha. Contundo, voltando ao cerne deste texto, pude ver em casa longas-metragens mais antigos do Maurício através de fitas VHS que eu alugava em locadoras, como As Aventuras da Turma da Mônica e A Princesa e o Robô (confira vídeos sobre eles no YouTube), e eram animações tão, senão mais, divertidas que a que vi no cinema. Só não lembro se foi antes ou depois do Cinegibi.

sábado, 22 de fevereiro de 2025

Minhas Leituras em 2024

Diferente de 2023, eu não li muitos livros de Agatha Christie em 2024, então também comentarei sobre obras de outros autores neste texto. Só não escreverei sobre O Chamado do Cuco, pois já o fiz. Eu não recomendo esse livro, mas, quem quiser comprá-lo, utilize meu link para associados da Amazon, pois ganho uma comissão por cliques: https://amzn.to/41q6s9x Aliás, todos os livros aqui comentados terão links para a Amazon; clicá-los e comprar os produtos ajudar-me-á.

sábado, 12 de outubro de 2024

Os Melhores Filmes de Setembro de 2024

Mês passado houve grandes destaques no cinema, e também a 2ª Semana do Cinema do ano, mas comentarei aqui apenas quatro deles: O Menino e o Mestre, Meu Amigo PinguimOs Fantasmas Ainda se Divertem e Look Back.

Aviso: este texto contém revelações sobre o enredo.

Esta animação franco-britânica cujo título original é “O Reino de Kensuke” traz uma belíssima história de pacifismo sobre um soldado japonês da Segunda Guerra Mundial já idoso que vive numa ilha deserta para proteger os animais de caçadores. Não é nenhuma maravilha, mas conta com uma ótima qualidade de roteiro, animação e dublagem brasileira. É uma história bem bonita com um final previsível, mas bem satisfatório.

sábado, 13 de julho de 2024

Meu Pai

Hoje é o dia em que meu pai completaria 64 anos, mas não há nada para comemorar hoje, pois ele morreu ontem. No enterro, havia uma multidão; meu pai era um homem muito querido, muito amado. Se fosse o meu velório, não teria um sexto daquela gente. Se eu pudesse, dava a minha vida a ele, que perdeu a sua tão cedo. Uma pessoa disse-me algo como “Teu pai era uma pessoa maravilhosa.” Nem precisava dizer, eu sempre soube. Ver meu pai deitado naquele caixão fez-me sentir um vazio dentro de mim, como uma parte de mim que se foi. Fico triste e com raiva por meu pai ter me deixado, não dele, óbvio. Não são sentimentos direcionados a alguém específico, mas à injustiça da vida. Bem, quem disse que a vida era justa? Os pais morrem antes dos filhos, eu já sabia disso; é o curso natural. Mas não precisava ser agora.

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Mussum, O Melhor Trapalhão

Este é um Simples Comentário, para saber mais, leia a introdução.

Mussum, O Filmis

2023

Brasil

A trajetória de Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, dos Trapalhões. A infância pobre, a carreira militar, a relação com a Mangueira e o sucesso com o grupo Originais do Samba, além dos bastidores como integrante dos Trapalhões.

Cinco Estrelas

Os poucos defeitos que existem não me incomodam

💕

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Desafio dos 100 filmes

Já faz alguns anos que, em uma rede social, eu vi este singelo desafio. Agradou-me ver alguns participantes compartilharem os filmes que viram e eu senti vontade de fazer o mesmo. Em um primeiro momento, pensei em fazer um desafio exclusivo de filmes brasileiros, mas era mais desafiante que o normal, então desisti. Passou-se muito tempo, mas finalmente chegou o dia em que farei esta lista de 100 filmes de vários países. Futuramente, talvez eu faça o desafio das séries. Quem sabe? E, como quem conta um conto, aumenta um ponto, resolvi alterar alguns enunciados do desafio original para personalizar e adaptá-lo ao meu estilo.

Quando necessário, colocarei uma nota uma linha abaixo do título do filme para curtos comentários. Em praticamente todos os títulos, há uma hiperligação para o imdb, que permite os usuários darem notas, tecerem análises e conferirem informações acerca de filmes e séries. Excetuando os tópicos 65 e 92, eu já vi todos os filmes aqui listados.

01. Um filme que marcou a sua infância
Eu tinha a fita VHS.

02. Um filme que lembre a sua adolescência

03. Um filme que passava na Sessão da Tarde e que você adora

terça-feira, 6 de setembro de 2022

Minhe Nota de Repúdio

Antes de mais nada, não existe “linguagem neutra”. Existe um dialeto supostamente neutro que os identitários criaram. E quem defende esta sandice é muito ignorante, principalmente da gramática e da origem do idioma português. Quem o utiliza sem impô-lo, usa-o como se fossem gírias ou ironicamente, é uma pessoa compreensível. O problema é defender a utilização do dialeto no ensino de jovens ou como o novo padrão do idioma.

O professor Noslen explicou em uma entrevista que é bobagem dar a desculpa de que “a língua é viva” para utilizar o dialeto, pois as mudanças ocorrem de forma orgânica, não artificial de forma imposta ignorando a norma-padrão, as estruturas basilares do idioma. Ele inclusive faz a pertinente comparação com o terraplanismo, que é fruto da falta de estudo, exatamente da mesma forma que o dialeto. Confira no Youtube o professor falando.

Esse dialeto é pura sinalização de virtudes, ato muito comum para quem não faz nada de útil e mesmo assim quer sinalizar aos identitários o quão virtuoso é. Ajudar, o suposto “pronome neutro” não ajuda ninguém. Inclusive atrapalha quem os apoiadores dele dizem ajudar.

O idioma brasileiro é vivo e suas mudanças ocorrem de acordo com os falantes, não com base em ideologias que a maioria nem conhece. Brasileiro pouco sabe de política e pouco se importa, até porque temos problemas de verdade. Não faz sentido importar as loucuras dos países desenvolvidos que criam problemas pois não os têm de verdade.

A Netflix adotou em certos desenhos esse dialeto, distorcendo a obra original. Inclusive há relatos de que estava até na versão brasileira, não só nas legendas. Este é o resultado da péssima educação brasileira. Má escolaridade, ignorância da própria gramática, dá nisso. Mas fazer o quê? Não é novidade nenhuma o Brasil importar o pior dos EUA para cá, só fico triste que afete até a dublagem brasileira, considerada a melhor do mundo. Mas, se continuar assim, não mais a será.

Meus parabéns à editora Joana Rosa Russo da Mythos Editora por se opor a este dialeto bizarro e sem importância. Importante é ser oposição a erros de linguagem, como é este dialeto, em publicações com um pingo de seriedade. Infelizmente, outra editora fez o desserviço de ser a favor dessa atrocidade. A insanidade só não foi tanta porque, depois, a editora declarou não interferir nos textos originais, com ou sem o dialeto. Se o autor original escreveu assim para determinado nicho, tudo bem. Só é bom deixar bem claro para os incautos leitores.

Ressalto que é importante estudar etimologia e as origens do próprio idioma antes de querer alterá-lo por picuinha ideológica ou qualquer outra besteira. No Latim, idioma que deu origem ao português, havia três gêneros: masculino, neutro e feminino. Quando o português foi construído, os falantes juntaram o neutro ao masculino, fazendo do feminino um gênero especial. Ora, se os defensores da aberração que é o dialeto neutro usam a desculpa de este idioma não ser "inclusivo", então deveriam querer retroceder e separar os gêneros que foram fundidos, até porque homem não é objeto, né? Por que será que se preocupam mais com o feminino que é o destaque do que com o masculino que foi “neutralizado”? Pura ignorância ou má-fé?

O dialeto repugnante assume algo falso para criar um suposto gênero neutro não porque é necessário, até porque é a antítese da neutralidade um neologismo redundante como esse livrar os identitários de seu mundo de fantasia onde tudo é opressão e perseguição.

Para finalizar esta nota, faço uma última pergunta: não é de se desconfiar a utilização de algo artificial quando já existe um modelo natural e eficiente?

terça-feira, 1 de junho de 2021

A História do Saci

Pouco depois da escravidão ser abolida no Brasil, dois ex-escravos tiveram um filho chamado Isac. Ele não era muito comportado quando criança e seu passatempo favorito era aborrecer os idosos. Os pais sempre lhe repreendiam, dando-lhe enérgicas surras, mas, como violência não cura nada, Isac continuava a exercer a sua sádica ocupação. Até que um dia, o garoto resolveu chutar a canela de um velhinho simpático. Quando ele botava uma coisa na cabeça, não havia quem a lhe tirasse.

Isac esperou pacientemente e, na primeira oportunidade, deu um chutão na perna de um pobre e gentil velho. Este ficou tão irritado e com raiva por causa da dor que rogou uma praga no moleque: quando Isac tivesse filhos, eles seriam mais endiabrados que ele e todos nasceriam aleijados. Isac não se importou.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Biografia de Danilo Figueredo dos Santos

Danilo Maria Figueredo Araújo de Sousa dos Santos nasceu em 10 de agosto de 1990 em Porto Alegre, Rio de Grande do Sul no Brasil. Filho único de Henrique dos Santos, cujo pai foi o famoso escritor Sérgio dos Santos, filho de escravos libertos, o que o levou a escrever livros de história e de prosa sobre o assunto, ganhou uma fortuna com suas obras. Morreu de câncer em 1970, deixando Henrique, seu irmão Antônio e a mãe Roberta. Henrique, que nasceu em 1964, resolveu seguir a carreira médica, para tratar pessoas cujo mal acometeu seu pai. Infelizmente, Henrique também morreu quando seu filho era apenas uma criança, em 2002, assassinado por um paciente que resolveu se vingar de um erro médico. A mãe de Danilo, Helena Yolanda de Sousa, arrasada pela morte do marido, resolveu deixar a criança aos cuidados de seu tio Antônio, “por ela fazer lembrar-me demais o pai”, nas suas próprias palavras. Helena também veio de família rica, pois era filha da famosa radialista Yvonne de Sousa, que fez sucesso nas décadas de 1960 a 1980 não só em programas de rádio, mas também como dubladora. Infelizmente, Danilo também não pôde conhecer sua avó, pois ela morreu em 1986, de causas naturais. Helena, ao contrário de seu marido, preferiu viver dos rendimentos das ações herdadas de sua mãe.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Amazônia

Este é um Simples Comentário, para saber mais, leia a introdução.

Amazônia
2013
Brasil e França
Família e Aventura
Castanha é um macaco prego, criado em cativeiro, que é liberado na floresta Amazônica. Seguindo o ponto de vista do animal, o filme revela os mistérios da fauna e da flora da região, destacando dificuldades enfrentadas pelo animal e ainda algumas amizades, como a com a macaca Gaia.


Cinco Estrelas
Os poucos defeitos que existem não me incomodam

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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Meus 16 Artistas Disney Preferidos

Para a minha pessoa, o melhor da Disney sempre foram os quadrinhos. Essa empresa pode até produzir tantas outras formas de entretenimento maravilhosas, mas nenhuma já chegou perto da qualidade, quantidade e produção em tantos países diferentes como os quadrinhos. Até onde eu saiba, os soberbos longas-metragens chamados de Clássicos Disney são produzidos em apenas um país, assim como as estupendas séries animadas da empresa. Os quadrinhos, não. Eles são produzidos na Dinamarca, na França, na Holanda, na Itália... E o seu mercado brasileiro já foi grande e forte, sendo publicadas revistas no Brasil que não foram publicadas em nenhum outro país, como o gibi do Urtigão, e com histórias brasileiras!

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Eu amo quadrinhos não só por causa do Maurício de Sousa e seus talentosos artistas da MSP, mas também pelos maravilindos talentos que já ou ainda trabalham para a Disney, na produção de quadrinhos! E é por causa deles que escolho dezesseis para listar aqui como os meus preferidos, e não artistas que trabalham para a Disney em qualquer outra área. E também porque eles merecem todo o reconhecimento sentimental possível, já que o financeiro não lhes é devidamente fornecido.

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Mas... por que 16? Bem, poderiam ser mais - e até são, contando as menções honrosas -, pois é pouco para a quantidade de quadrinistas que trabalham ou trabalharam para a Disney e que marcaram a minha vida. Mas eu não quero ser mais prolixo do que já sou, então deixo para comentar sobre outros artistas futuramente. De resto, devo informar que esta lista não terá nenhum grau de melhor para pior ou ao contrário, serão apenas artistas em ordem aleatória. Virtualmente, ao menos, pois eu tentarei dispor os artistas na ordem que melhor seja a conexão entre os meus comentários de um com os outros.

Começo esta lista com o mais famoso quadrinista da Disney, o lendário Homem dos Patos, Carl Barks! Mas antes de trabalhar com os patos nos quadrinhos, o quadrinista atuava na área de animação dos estúdios Disney, e foi lá que ele aprendeu algumas técnicas de movimentação que usaria para deixar as suas histórias dinâmicas e concisas. Felizmente, ele parou de trabalhar nas animações de Donald e companhia para escrever e desenhar suas histórias, do contrário, talvez não tivéssemos hoje suas maravilhosas criações, como o Tio Patinhas, os Irmãos Metralha, a Maga Patalójika, o Pão-Duro MacMônei, o Patacôncio, o Gastão, entre outros... sem esquecer a própria cidade de Patópolis e seu estado fictício, a Calisota! Falecido em 2000, aos 99 anos, Carl Barks viveu o século XX inteiro maravilhando milhares de leitores com suas histórias de monstros, caças ao tesouro, figuras mitológicas, cotidiano e tantos outros temas que sua mente genial poderia criar. Também não posso esquecer de mencionar sua arte magnífica, que dialogava com o simples, mas possuía complexidade em seu movimento, cenário e leiaute de página.

Biblioteca Don Rosa Nº 3
Don Rosa foi o mais fiel seguidor de Carl Barks que já existiu. Embora vivo, Don infelizmente parou de trabalhar com os quadrinhos Disney, mas por duas décadas ele escreveu e desenhou histórias dignas de homenagear o Homem dos Patos, tanto que ele já foi chamado de Mestre dos Patos. Don Rosa cresceu lendo e amando os “patos de Barks”, como ele próprio os chama, e em 1987 conseguiu realizar o seu sonho de criar quadrinhos dos personagens que tanto tinha apreço. Daí em diante, criou continuações das maravilhosas HQs de Carl Barks, criou seus próprios personagens marcantes, pesquisou história para escrever obras-primas da “ficção histórica” - inspiradas pelo Carl, que utilizava a National Geographic para desenhar belíssimos cenários de lugares aos quais nunca pisou até então -, e fez histórias de origens explicando tudo o que não precisava ser explicado, o que não as torna desnecessárias, muito pelo contrário! Por isso, ouso dizer que Don Rosa é o perfeito exemplo do discípulo que superou seu mestre! E, diferente de Barks, que fazia o leitor pensar e rir, Don Rosa não só fazia isso, mas também, emocionar-se.

O criador de Mancha Negra, o melhor vilão do rato Mickey, não poderia faltar nesta lista. Junto com ótimos roteiristas, destaco-o não só pela sua arte soberba, mas porque Floyd Gottfredson também criava o argumento de várias das histórias que desenhava. E nos seus quadrinhos, também estrearam outros personagens icônicos, como o professor Tiraprosa, o comissário Joca, o coronel Cintra e o Esquálidus. Este, que não só é o homem do futuro, mas o meu personagem preferido do universo do Mickey, depois do rato. Além disso, lendo os volumes da coleção Os Anos de Ouro do Mickey percebo que há um gostinho único em ler HQ em tiras, que não se compara com as histórias publicadas originalmente em revistas. Não que seja melhor ou pior, mas o sabor diferencial de ler histórias em tiras contínuas publicadas originalmente em jornais é bastante agradável.

É possível comparar Carl Barks com Floyd Gottfredson, ou vice-versa por o segundo ter começado antes que o primeiro, no quesito clássico dos quadrinhos e por suas criações que perduram até hoje, nos quadrinhos Disney mais recentemente produzidos no mundo. Assim sendo, também é possível comparar Romano Scarpa com esses dois grandes artistas estadunidenses, pois este terceiro é a versão italiana deles, sendo o precursor dos grandes artistas italianos atuais. Além disso, também criou personagens memoráveis que são incluídas em histórias produzidas até hoje, tais como Pata Lee, Atomino Bip-Bip, Gedeão, Brigite, Tudinha, professor Intrigatão, Patolfo, etc. Entretanto, apesar da arte soberba, e a maioria dos roteiros serem clássicos, devo admitir que algumas das histórias possuem detalhes que não o são, denotando a época em que foram escritos. O que não tira o brilho da obra do maior mestre Disney italiano, obviamente.

Mas se Romano Scarpa é o Carl Barks italiano, Casty é o Don Rosa italiano. Apelido de Andrea Castellan, Casty escreve soberbamente roteiros majoritariamente centrados na ficção científica, superando seus mestres, assim como o Don. Considero as histórias do Casty as melhores do Mickey já feitas, pois são épicas, inteligentes, contêm um humor tão peculiar como o de Don Rosa e também há grandes sagas de ficção histórica e até mensagens ecológicas. Inclusive, o mestre do dom Rosa, afirmou ser amante dos animais, ou seja, a comparação com o mestre italiano não poderia ser mais óbvia! Sem falar da arte, que é uma versão aperfeiçoada dos desenhos de Romano Scarpa! E, assim como os roteiros do Casty são os meus favoritos da Itália, sua arte também é a minha favorita entre os artistas do país da bota.

Histórias Comentadas
Jorge Kato e Waldyr Igayara de Souza podem ter sido os primeiros brasileiros a criarem histórias do Zé Carioca, mas Ivan Saidenberg foi o mais importante a fazê-las. Depois de listar os mestres dos EUA e da Itália, chegamos aos mestres brasileiros, e o Ivan é o mais clássico, principalmente por sua grande colaboração em transformar o Zé Carioca em um personagem tipicamente brasileiro, e sendo o precursor das posteriores inúmeras histórias do Zé por inúmeros artistas talentosos do Brasil! Embora me agrade menos os roteiros do Ivan para outros personagens fora do universo do Zé, eles também são divertidíssimos, e eu obviamente não desmereço suas criações, como o Morcego Vermelho, e as tantas outras facetas do Peninha, Glória e a Borboleta Púrpura, o Metralha Azarado e o Biquinho. Assim como as criações do universo do Zé, como o Afonsinho, o Zé Galo e os vários primos do próprio papagaio malandro, com exceção do Zé Paulista. E, deixando o melhor para o final, foi Ivan Saidenberg quem criou o meu super-herói favorito, o Morcego Verde! Eu nunca consegui sentir grandes afetos pelos personagens da duplinha Marvel e DC, nem de seus quadrinhos, mas sempre que eu lia as desventuras do alter-ego do Zé Carioca, conseguia sentir uma afinidade, um sincero encantamento e uma alegria dessa paródia e arremedo de super-herói. A melhor parte do Zé, sem dúvida, a única coisa pela qual esse preguiçoso gente boa se esforça.

Mestres Disney Nº 5
Infelizmente, até onde eu sei, Ivan Saidenberg nunca desenhou uma HQ, apenas escrevia seus roteiros. Felizmente, Renato Canini sempre desenhou as histórias de Ivan. Eram a dupla perfeita, dois mestres brasileiros que juntos revolucionaram o universo do papagaio malandro, fazendo dele um verdadeiro carioca, coisa que não era tão evidente antes. O estilo de Renato foi um dom e uma maldição, pois é o meu favorito entre todos os artistas brasileiros, mas foi por causa de sua arte soberba e tão única dentro do Universo Disney que o gaúcho precisou parar de desenhar o Zé Carioca a mando de ordens de seus superiores, e consequentemente parou de trabalhar para a Disney, já que era só de histórias do Zé Carioca em que consistia seu magnífico trabalho. Fora essa trágica história, Renato também escrevia simples, mas eficazes, roteiros, sendo que a estreia do primeiro primo do Zé, o Zé Paulista, foi em uma HQ escrita e desenhada por este mestre brasileiro.

Depois do Ivan, é a vez de um artista italiano, que, até onde eu sei, só cuidava dos roteiros de seus quadrinhos, figurar nesta lista. Guido Martina foi o responsável por criar meu segundo super-herói favorito, o Superpato! E eu amo as suas primeiras histórias, em que o alter-ego do Donald é um genial vingador, não um herói. São algumas das minhas HQs preferidas da versão mascarada do Donald! E esse é um dos motivos por eu ter tanto afeto pelo personagem, sua trajetória ter começado como vingador e hoje ser um grande herói, além de ele também ter uma versão futurista mais bem elaborada. Guido também escreveu a épica História e Glória da Dinastia Pato, saga que conta a história dos antepassados da Família Pato e que foi desenhada por Romano Scarpa e Giovan Battista Carpi, este que foi o primeiro desenhista da primeira HQ do Diabólico Vingador.

Zé Carioca teve várias fases com vários estilos. Primeiro, houve a fase estadunidense, de sua criação, a segunda foi a que os primeiros artistas brasileiros começaram a escrever e desenhar os quadrinhos do papagaio, depois a terceira, dominada por Ivan e Renato, a quarta, com a volta das roupas de sua criação e marcada pela pior faceta do Zé por ela ser de extremo mau-caratismo, e a minha fase preferida, com a adição de boné e tênis. E eu não sei explicar direito o motivo deste roteirista ter se destacado para mim, mas Arthur Faria Jr. escreveu várias histórias marcantes do papagaio desde essa fase até a curta volta da produção nacional de quadrinhos Disney entre 2013 e 2016. Inclusive, é dele o roteiro da última HQ produzida e publicada no Brasil até o momento de publicação desta lista. Também é interessante constar que o Arthur é um dos coordenadores brasileiros do Inducks.

Carlos Edgard Herrero é, junto com Gustavo Machado, Denise Ortega, Luiz Podavin, Fernando Ventura, Lúcia de Nobrega, Verci de Mello, Kaled Kalil Kanbour e outros já mencionados nesta lista, mais um grande artista que retornou para a produção nacional de quadrinhos Disney de 2013 a 2016. Muito me agrada o seu estilo de desenho, simples e agradavelmente belo. Carlos foi quem desenhou a primeira HQ brasileira do Urtigão, personagem que adoro. Um veterano da arte sequencial brasileira que não só ainda continua na ativa, como perceber a evolução de seu trabalho lendo suas histórias é um passatempo delicioso. Confira uma entrevista do mestre clicando aqui.

Arquivo Pessoal
Admito que Marco Rota figura nesta lista por influência de Don Rosa, que diz ser esse seu artista Disney favorito depois de Carl Barks, até porque não me agrada muito os roteiros que o artista italiano escreve. Apesar disso, eu amo o estilo fofinho dele, os personagens desenhados pelo Marco ficam muito fofos. O que me entristece é que ele não produz quadrinhos italianos, mas dinamarqueses, e os roteiros da Disney Itália são muito superiores aos da Egmont. Outro motivo de o Marco figurar nesta lista ao invés de outros artistas italianos cujos desenhos muito me agradam, como Claudio Sciarrone, Paolo Mottura, Massimo Fecchi ou Enrico Faccini - este que faz uma Pata Lee muito fofinha, aliás, fiel ao estilo de Romano Scarpa -, é que deles eu não tenho mais a dizer do que acabei de escrever. Ah, eu também gostaria de destacar como é engraçado seu nome ser parecido com o do artista brasileiro Carlos Mota.

Marco Gervasio trouxe de volta o “Superpato Vingador” que tanto gosto de ler na pele de seu precursor, o Fantomius! Só por isso, o artista italiano já merece entrar na minha lista de dois dígitos dos meus preferidos da Disney. Ele desenhar soberbamente é só um belo complemento. O artista completo criou uma das minhas séries favoritas dos quadrinhos Disney, em que ele conta as histórias do antigo dono da Vila Rosa junto à bela Dolly Páprika e ao inventor Copérnico Pardal. Em uma entrevista concedida por e-mail, Marco explica o motivo de eu e tantos outros leitores terem tanto apreço e estima pelo carismático Ladrão de Casaca de Patópolis: “Fantomius/Lorde Quackett é um personagem Disney alheio aos esquemas tradicionais, pois, para todos os efeitos, caracteriza um transgressor. E seu ponto forte está justamente aí. Ele é um ladrão que não rouba apenas para si mesmo, mas também para doar aos necessitados o fruto de seus golpes, além de passar a polícia para trás. É, portanto, um anti-herói, que transita à margem da lei enquanto busca uma justiça social que essa mesma lei não garante.”

Marcelo Cassaro, junto com o desenhista Paulo Borges, renovou o visual do meu super-herói favorito! Na HQ, cujos dois quadrinhos dela estão reproduzidos logo acima, o Morcego Verde abandona sua velha fantasia de Carnaval e adota um visual semelhante ao do detetive sem superpoderes da DC, visual este que é o meu preferido do herói! Além disso, nas revistas de Maurício de Sousa, Marcelo trabalha com a linha Jovem, criando grandes preciosidades, principalmente para a publicação Chico Bento Moço, que é a minha preferida da linha Jovem da MSP.

Mickey Nº 861
Junto com Don Rosa e Marco Rota, Byron Erickson é um dos poucos artistas Disney que criam boas histórias dinamarquesas, mas admito que ele está aqui principalmente pela importância que Don dá a ele, que é algo que considero relevante. Além da famosa série Dragonlords, destaco as histórias que ele escreveu com o Mickey como protagonista, e a aventureira Catarina Kodorofsky como coprotagonista, e a soberba A Conspiração, em que o certinho do Mickey duvida de si mesmo em uma das melhores histórias de suspense que eu já li em um gibi. A respeito da Catarina, lamento que o Byron só escreveu duas histórias com ela até o momento - publicadas ambas uma única vez cada no Brasil em Mickey Nº 816 e Mickey Nº 822 -, pois é uma ótima personagem. A respeito do suspense, alegro-me que ele seja tão original que não se limite a esse gênero e torne-se uma ficção científica na segunda metade da história, com direito a um final emocionante.

E eu não poderia deixar de fora os criadores de Urtigão, Peninha e Romrom! Este trio foi paixão nacional durante a época de ouro da produção de quadrinhos Disney pela editora Abril, tanto para leitores, como para os artistas, até porque os dois primeiros ganharam revistas brasileiras na década de 1980, além do gato Romrom ter sido uma presença constante nas histórias nacionais do Donald, já que é o bicho de estimação dele. Sem contar que o divertidíssimo 00-ZÉro também foi criado por esta grande dupla, um agente secreto atrapalhado que é ajudado pela inteligente Pata Hari. Dick Kinney e Al Hubbard é o caso de autores que são mais importantes pelos personagens que criaram do que pelos seus roteiros e desenhos, pois estes não são tão impressionantes como os roteiros e desenhos dos outros 14 artistas desta lista.

Atualização de 21/05/2021

Menção Honrosa: Al Taliaferro, por seu pioneirismo e pelo estilo peculiar seguido por muitos, como bem me lembrou Don Costa, meu correspondente virtual.

domingo, 11 de março de 2018

Bruxaria à Brasileira

Harry Potter não é ruim, muito longe disso. Agora, incomoda-me muito pessoas chamarem a Jo de gênio por escrever os livros dessa saga. A escritora Joanne Rowling pode ter feito muito sucesso, mas não deixou de cometer vários erros em sua história do bruxinho britânico. Não escrevo como uma pessoa aversa a esse mundo de magia e bruxaria, tenho todos os livros e DVDs de Harry Potter, é um bom passatempo, há várias qualidades nessa obra. Mas também vários defeitos. O mais notável é a divisão de casas de Hogwarts, principalmente pelo destaque que Jo dá para Grifinória e Sonserina, as maniqueístas boa e má, e o quase completo esquecimento pela Lufa-Lufa, a casa da empatia, da aceitação, da igualdade. E tal defeito A Arma Escarlate não possui.

Arquivo Pessoal
Na maioria, se não for em todas, as entrevistas que a escritora Renata Pacheco Ventura dá, ela afirma que "já vinha pensando em como seria uma comunidade bruxa no Brasil há algum tempo, mas a ideia de escrever, de fato, o que eu estava imaginando, veio quando vi uma entrevista com a J.K. Rowling. Nela, um jovem norte-americano perguntava à autora se ela um dia escreveria um livro sobre uma escola de magia nos Estados Unidos. Ela respondeu que não, mas sugeriu que ele próprio escrevesse! Foi então que decidi fazer o mesmo, só que no Brasil!". E Renata não só fez, como melhorou absolutamente cada aspecto que Harry Potter apresenta, em A Arma Escarlate. Corro o risco de estar usando uma hipérbole, mas não lembro de uma só característica abordada nos livros da Jo que a Renata não aprimorou em seu primeiro livro do bruxinho brasileiro. É realmente impressionante a semelhança e a diferença entre as duas obras, são completamente distintas, contudo, por se passarem ambas no mesmo universo, há várias correlações.

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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Fisgados

Conto inspirado pelo mito brasileiro Peixe dos olhos de fogo.

Eu e meu povo vivíamos em um lugar tranquilo e extremamente bonito. Nossas famílias eram alegres e felizes, tínhamos um grande espaço para vivermos e nos escondermos de possíveis predadores, era o paraíso. Isso até chegar criaturas que utilizam magia para nos atrair. Éramos fisgados pelo mal, perfurados nos lábios por armas que nunca antes tínhamos visto. Não havia uma boa alma que conseguia escapar do mal, adultos, velhos, crianças... todos mortos. O paraíso tinha virado um inferno, ninguém mais tinha esperança de uma vida melhor.

Até que chegou um forasteiro. Ele era parecido conosco, mas era maior e seus olhos pegavam fogo. Ele disse que se fizéssemos dele nosso líder, proteger-nos-ia de todo o mal. Assim fizemos e assim ele o fez. Nosso agora líder afugentava aquelas criaturas malignas e até comia algumas delas. Não era algo muito agradável de se ver, mas pelo menos tivemos nossa paz de volta. Infelizmente, por pouco tempo.

Nosso líder era reservado e preferia morar em uma caverna, longe de todos. Estranhamos, mas fazer o quê? Não era um preço alto a pagar pela paz. Mesmo assim, algumas de nossas crianças, com a curiosidade que lhes é natural, vez ou outra passava pela caverna, a espiar nosso líder. Sem problema, elas iam e voltavam de lá. Até que um dia, uma delas correu apavorada para onde eu e mais uns amigos estávamos reunidos.

- O que houve, pequena? perguntei.

- O nosso líder... Ele, ele...

E desabou em lágrimas.

Logo conseguimos acalmá-la um pouco e a infante contou sobre o regresso de nossa sentença e morte: o poder do líder havia se extinguido. Uma das criaturas foi à caverna e a criança estava lá e tudo ouvira. Ouvira a criatura tentar persuadir o líder a deixar as criaturas em paz e ainda disse morreriam de fome se não pudessem mais assassinar o meu povo. Foi aí que descobrimos que as criaturas eram verdadeiros monstros psicopatas, não bastavam nos matar asfixiados, também tinham o sadismo de nos devorar!

Justamente indignado, nosso líder gritou para a criatura: "Que morram todos!", mas ela não se intimidou. Travou uma luta com ele e fez com que o fogo de seus olhos se extinguisse! Derrotado, ele lamentou que precisaria de cem anos para voltar a ser nosso forte protetor. E foi aí que percebemos que não havia mais esperança...

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