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terça-feira, 21 de julho de 2026

Ukko e Guará

O lobo-guará é um animal por quem tenho grande afeto. Desde criança, adoro-o. Já joguei um jogo antes com o bicho e, de lá para cá, adquiri calendários, uma estatueta (infelizmente manca no atual momento), adesivos, livro de colorir, camisetas e uma caneca do animal. Espero poder conhecê-lo “pessoalmente” um dia. Entretanto, neste texto, comentarei sobre o jogo criado pelo estúdio brasileiro Maqna Interactive.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Poder em Dobro

Não lembro se já registrei no Aniliquajo, mas nunca fui de comprar grandes lançamentos, jogos AAA copiosamente caros e que meu PC não suporta. Porém, desde que consegui meu PS5, tenho jogado jogos grandes que entram em promoção e eu posso pagar no momento. It Takes Two é um deles e comentarei sobre ele neste texto.

Aviso: este texto contém revelações sobre o enredo.

quarta-feira, 22 de março de 2023

Liberdade

 Diego acordou em uma sala pequena, rodeado de pessoas que ele nunca vira antes. O cômodo possuía várias máquinas de lavar, pias, mesas e cadeiras. Apesar de acomodar tanta coisa, parecia pequeno devido ao espaço desocupado tão escasso.

- Bem-vindo, novo ocupante. Se precisar ir ao banheiro, tem dois ali. - disse um dos homens ali presente.

- E onde fica a saída? - indagou Diego.

- É aquela porta lá, mas ela só abre após resolver um quebra-cabeça. Todos nós aqui tentamos, mas não conseguimos resolvê-lo. Mas não se preocupe, entregam comida e água três vezes por dia para nós.

Diego precisava sair dali, queria sua vida de volta e não podia confiar que aquela prisão continuasse a dar os meios de sua subsistência para sempre. Resolveu, então, decifrar o quebra-cabeça. Este consistia em refletir determinada luz verde proveniente de um canto do chão para a porta de saída. Contudo, no cômodo, não havia espelho nem nenhuma superfície reflexiva. Diego quebrou a cabeça durante dias, que viraram semanas, que viraram meses, que viraram anos... Sem pensar em nenhuma resposta ao problema.

Um belo dia, depois de uma corriqueira briga dos que ali sobreviviam, uma perna de uma cadeira quebrou-se. Diego logo observou que algo brilhava dentro daquela perna de madeira, então pegou-a e viu que ali havia um pequeno espelho. Ele aproximou-se do canto de onde vinha a luz verde e refletiu-a, mas, não importava o ângulo que tentasse, as lavadoras impediam que a luz fosse até a porta. Era um problema atrás do outro. Mas Diego não desistiu, tentou deslocar uma máquina de lavar, mas não conseguiu. Pediu ajuda a um conhecido e os dois conseguiram mover o eletrodoméstico. E, na parte escondida dele, havia outro espelhozinho.

Desta forma, Diego conseguiu refletir a luz verde até a porta, colocando a perna da cadeira em um determinado local apropriado. Enfim, a porta se abriu e todos saíram. Todavia, lá fora havia um grande deserto. Era decepcionante, mas nosso protagonista pensou que pelo menos estava livre depois de todos aqueles anos e isso era melhor que nada.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A Beleza de uma Arte Independente

Jogos eletrônicos vêm ganhando destaque atualmente, sendo atacados e aclamados pela mídia convencional e virtual. E o simples fato de nosso cérebro ainda poder ser enganado facilmente por artifícios eletrônicos que nos trazem o sistema de recompensa de uma maneira impensável há algumas décadas nos faz acreditar que esse sucesso ainda perdure por um longo período.

Quando começaram a criar jogos, a complexidade tecnológica para programar alguns poucos pixels jogando pingue-pongue era imensa, apenas grandes empresas poderiam produzir e distribuir jogos eletrônicos, limitando essa nova arte de ser produzida por indivíduos, por um pequeno grupo de pessoas. Esses tipos de jogos eram muito polidos, o objetivo era que um grande público consumisse, e, talvez por causa disso, alguns não deram certo. Não que a arte comercial seja ruim, mas pode torna-se muito rasa se não houver cuidado. Sem contar que uma obra com poucos recursos necessita de mais criatividade, e há de se admirar criatura que seja tão formosa vinda de um número tão reduzido de criadores.

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