Não lembro se já registrei no Aniliquajo, mas nunca fui de comprar grandes lançamentos, jogos AAA copiosamente caros e que meu PC não suporta. Porém, desde que consegui meu PS5, tenho jogado jogos grandes que entram em promoção e eu posso pagar no momento. It Takes Two é um deles e comentarei sobre ele neste texto.
Aviso: este texto contém revelações sobre o enredo.
It Takes Two é um jogo da Hazelight Studios, mesma empresa responsável por A Way Out, ainda assim este é muito mais grandioso e fantasioso. Diferente do jogo da dupla fugitiva, este tem dublagem japonesa, a qual apreciei grandemente. A história é extremamente maluca, no entanto, divertida. A dupla da vez é um marido e uma esposa que desejam se separar, todavia a filha não entende, fazendo com que um livro mágico sobre relacionamentos amorosos transforme o casal em bonecos feitos por sua progênita, os quais são submetidos pelas mais profusas aventuras delimitadas pela cerca de sua casa.
A jogabilidade é altamente diversificada, mas há alguns elementos recorrentes, como o gancho ao apertar R1. A despeito de não ter dublagem brasileira, a obra conta com legendas em PT-BR bem trabalhadas. É um jogo que pode divertir desde adolescentes a adultos e até crianças mais velhas. Paguei menos de R$ 100 por ele e o custo-benefício é satisfatório, malgrado a câmera não ser deveras boa. Merecidamente ganhou o prêmio de Jogo do Ano de 2021. Possui gráficos lindos, sem apelar para o realismo, tornando a jornada dos jogadores assaz onírica.
Voltando ao enredo do jogo, depois de enfrentar um aspirador de pó, abelhas, entre outros chefões, o casal tem a ideia de jerico de matar a Fofinha, um elefante rainha, para fazer a filha deles chorar. Depois, a filha vê seu brinquedo favorito destruído, ela derrama lágrimas nas quais os pais dela se banham e, obviamente, o feitiço deles não se desfaz. Então, eles encontram um papel com instruções para voltarem ao normal, contudo o livro irritante rasga-o em quatro pedaços e o casal precisa ir a quatro lugares diferente para, assim, o livro devolver todas as partes do papel. O primeiro lugar é um relógio cuco, um capítulo excepcionalmente divertido, já o segundo é um globo de neve, que, no geral, gostei, todavia tem uma fase da água bem chatinha, como é o costume da maioria dos jogos; inclusive, nessa parte, o personagem da minha parceira travou e precisei reiniciar do último ponto de controle.
Aliás, sobre o salvamento, ele é automático e o ícone dele com a legenda “salvando” passa excessivamente rápido na tela, às vezes nem consigo ver! E infelizmente não dá para salvar manualmente.
O terceiro pedaço de papel encontra-se no jardim, e, o quarto, num espetáculo musical. Estes representam as paixões de Cody e May, respectivamente. São capítulos divertidos, ainda assim fiquei aliviado em zerá-lo, pois minha parceira de jogo possui parcas habilidades nesse tipo de criação humana, então houve certa dificuldade em nos sincronizar, e é algo bastante cobrado pelo It Takes Two: colaboração, sem embargo, similarmente muita paciência. Irritei-me algumas vezes durante a jogatina e tanto eu como minha parceira quisemos parar de jogar em determinadas ocasiões. Também, foram quase 30 horas para platinar! Apesar disso, o fim valeu a pena. Não por causa do final da história satisfatório, pois deu a entender que o casal conseguiu se compreender melhor, mas não desistiriam do divórcio, porém principalmente pelo esforço cooperativo entre mim e uma pessoa abundantemente estimada pela minha pessoa. O próximo exclusivo cooperativo das mentes criativas de It Takes Two é Split Fiction, contudo não sei se o comprarei. Jogarei Brothers: A Tale of Two Sons Remake antes de me decidir.
