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terça-feira, 30 de junho de 2026

Poder em Dobro

Não lembro se já registrei no Aniliquajo, mas nunca fui de comprar grandes lançamentos, jogos AAA copiosamente caros e que meu PC não suporta. Porém, desde que consegui meu PS5, tenho jogado jogos grandes que entram em promoção e eu posso pagar no momento. It Takes Two é um deles e comentarei sobre ele neste texto.

Aviso: este texto contém revelações sobre o enredo.

sábado, 13 de julho de 2024

Meu Pai

Hoje é o dia em que meu pai completaria 64 anos, mas não há nada para comemorar hoje, pois ele morreu ontem. No enterro, havia uma multidão; meu pai era um homem muito querido, muito amado. Se fosse o meu velório, não teria um sexto daquela gente. Se eu pudesse, dava a minha vida a ele, que perdeu a sua tão cedo. Uma pessoa disse-me algo como “Teu pai era uma pessoa maravilhosa.” Nem precisava dizer, eu sempre soube. Ver meu pai deitado naquele caixão fez-me sentir um vazio dentro de mim, como uma parte de mim que se foi. Fico triste e com raiva por meu pai ter me deixado, não dele, óbvio. Não são sentimentos direcionados a alguém específico, mas à injustiça da vida. Bem, quem disse que a vida era justa? Os pais morrem antes dos filhos, eu já sabia disso; é o curso natural. Mas não precisava ser agora.

sábado, 28 de outubro de 2023

Cântico

Este é um Simples Comentário, para saber mais, leia a introdução.

Anthem

1937 e 1946

EUA e Inglaterra

Cântico se passa num futuro em que impera uma ordem governamental totalitária de tipo fasci-comunista, mas que não tem um nome específico. O tema central da história é o conflito do indivíduo contra o coletivo, elemento onipresente na obra da autora e fundante da moralidade e da filosofia política de Rand, o objetivismo. Que Ayn Rand queira fazer uma devoção ao ego humano está em consonância com os princípios básicos de sua filosofia, a saber: a razão, o individualismo, a volição, a sustentação de valores que não contradizem a razão etc. Embora Cântico seja, em termos de concepção, temporalmente anterior a A nascente (1943) e a A revolta de Atlas (1957), os princípios básicos citados já estão nítidos na obra: o indivíduo heroico que se revolta contra a ordem política totalitária, o brilhantismo individual que o conduz a ações “socialmente erradas”, a punição e a perseguição pela virtude. — André Assi Barreto

Cinco Estrelas

Os poucos defeitos que existem não me incomodam

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terça-feira, 6 de setembro de 2022

Minhe Nota de Repúdio

Antes de mais nada, não existe “linguagem neutra”. Existe um dialeto supostamente neutro que os identitários criaram. E quem defende esta sandice é muito ignorante, principalmente da gramática e da origem do idioma português. Quem o utiliza sem impô-lo, usa-o como se fossem gírias ou ironicamente, é uma pessoa compreensível. O problema é defender a utilização do dialeto no ensino de jovens ou como o novo padrão do idioma.

O professor Noslen explicou em uma entrevista que é bobagem dar a desculpa de que “a língua é viva” para utilizar o dialeto, pois as mudanças ocorrem de forma orgânica, não artificial de forma imposta ignorando a norma-padrão, as estruturas basilares do idioma. Ele inclusive faz a pertinente comparação com o terraplanismo, que é fruto da falta de estudo, exatamente da mesma forma que o dialeto. Confira no Youtube o professor falando.

Esse dialeto é pura sinalização de virtudes, ato muito comum para quem não faz nada de útil e mesmo assim quer sinalizar aos identitários o quão virtuoso é. Ajudar, o suposto “pronome neutro” não ajuda ninguém. Inclusive atrapalha quem os apoiadores dele dizem ajudar.

O idioma brasileiro é vivo e suas mudanças ocorrem de acordo com os falantes, não com base em ideologias que a maioria nem conhece. Brasileiro pouco sabe de política e pouco se importa, até porque temos problemas de verdade. Não faz sentido importar as loucuras dos países desenvolvidos que criam problemas pois não os têm de verdade.

A Netflix adotou em certos desenhos esse dialeto, distorcendo a obra original. Inclusive há relatos de que estava até na versão brasileira, não só nas legendas. Este é o resultado da péssima educação brasileira. Má escolaridade, ignorância da própria gramática, dá nisso. Mas fazer o quê? Não é novidade nenhuma o Brasil importar o pior dos EUA para cá, só fico triste que afete até a dublagem brasileira, considerada a melhor do mundo. Mas, se continuar assim, não mais a será.

Meus parabéns à editora Joana Rosa Russo da Mythos Editora por se opor a este dialeto bizarro e sem importância. Importante é ser oposição a erros de linguagem, como é este dialeto, em publicações com um pingo de seriedade. Infelizmente, outra editora fez o desserviço de ser a favor dessa atrocidade. A insanidade só não foi tanta porque, depois, a editora declarou não interferir nos textos originais, com ou sem o dialeto. Se o autor original escreveu assim para determinado nicho, tudo bem. Só é bom deixar bem claro para os incautos leitores.

Ressalto que é importante estudar etimologia e as origens do próprio idioma antes de querer alterá-lo por picuinha ideológica ou qualquer outra besteira. No Latim, idioma que deu origem ao português, havia três gêneros: masculino, neutro e feminino. Quando o português foi construído, os falantes juntaram o neutro ao masculino, fazendo do feminino um gênero especial. Ora, se os defensores da aberração que é o dialeto neutro usam a desculpa de este idioma não ser "inclusivo", então deveriam querer retroceder e separar os gêneros que foram fundidos, até porque homem não é objeto, né? Por que será que se preocupam mais com o feminino que é o destaque do que com o masculino que foi “neutralizado”? Pura ignorância ou má-fé?

O dialeto repugnante assume algo falso para criar um suposto gênero neutro não porque é necessário, até porque é a antítese da neutralidade um neologismo redundante como esse livrar os identitários de seu mundo de fantasia onde tudo é opressão e perseguição.

Para finalizar esta nota, faço uma última pergunta: não é de se desconfiar a utilização de algo artificial quando já existe um modelo natural e eficiente?

sexta-feira, 13 de maio de 2022

A Protetora da Humanidade

“Não há nada que a ciência não consiga explicar.”

Em 2019, pouco depois de esta animação estrear, ela já tornou-se popular. Foi comum eu ver notícias e comentários de fã. Mas a arte e comparações com personagens ruins do Maurício de Sousa - como Cebolinha, Cascão, Magali e Mônica - fizeram-me não dar nem uma chance à obra. Mas, passados dois anos, decidi assinar o serviço de vídeo sob demanda Crunchyroll (apesar desta atitude nada profissional da empresa, preciso recomendá-la, pois foi ela quem dublou e é a única que disponibiliza oficialmente Dr. Stone no Brasil) para poder usufruir de episódios dublados de diversos desenhos animados japoneses, além de alguns que só possuem legendas neste magnífico idioma que agora utilizo para escrever.

E… bem, fiquei boquiaberto. Sabia que era uma série de ficção científica e eu sei que os japoneses são geniais em termos tecnológicos, literários e no entretenimento em geral, mas, mesmo assim, fiquei impressionado o quanto Dr. Stone exalta a ciência. Não só a exalta como a explica de forma simples que até uma sociedade primitiva consegue entender. Lembrou-me O Mundo de Beakman por explicar de forma tão lúdica e divertida todos os experimentos científicos e os avanços tecnológicos. Assim como Beakman, Senku é um especialista que faz os espectadores entenderem a realidade.

terça-feira, 1 de junho de 2021

A História do Saci

Pouco depois da escravidão ser abolida no Brasil, dois ex-escravos tiveram um filho chamado Isac. Ele não era muito comportado quando criança e seu passatempo favorito era aborrecer os idosos. Os pais sempre lhe repreendiam, dando-lhe enérgicas surras, mas, como violência não cura nada, Isac continuava a exercer a sua sádica ocupação. Até que um dia, o garoto resolveu chutar a canela de um velhinho simpático. Quando ele botava uma coisa na cabeça, não havia quem a lhe tirasse.

Isac esperou pacientemente e, na primeira oportunidade, deu um chutão na perna de um pobre e gentil velho. Este ficou tão irritado e com raiva por causa da dor que rogou uma praga no moleque: quando Isac tivesse filhos, eles seriam mais endiabrados que ele e todos nasceriam aleijados. Isac não se importou.

quinta-feira, 18 de março de 2021

Renata Agressiva

Este é um Simples Comentário, para saber mais, leia a introdução.

Aggretsuko
2019 – presente
Japão
Comédia, Drama e Musical
Retsuko é uma panda-vermelho antropomórfico, de 25 anos e solteira, que trabalha no departamento de contabilidade de uma trading japonesa. Enfrentando frustração constante todos os dias de superiores insistentes e colegas de trabalho irritantes, Retsuko deixa suas emoções ir a um bar de karaokê todas as noites e cantar death metal. Após cinco anos de trabalho na rotina diária, seu relacionamento com seus colegas de trabalho está começando a mudar, abrindo-se de maneiras que podem mudar sua vida para melhor... ou para pior.

Cinco Estrelas
Os poucos defeitos que existem não me incomodam

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