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quarta-feira, 7 de maio de 2025

Os Melhores Filmes de Março e Abril de 2025

Eu já tinha visto Longlegs cujo diretor é o mesmo de O Macaco, mas não esperava que este filme fosse tão bom! Ficarei de olho nos próximos longas de Osgood (que eu pensava ser nome de mulher, dada a personagem de Dr. Who).

Theo James que interpreta o protagonista e seu gêmeo do mal quando adultos está ótimo, mas Christian Convery que os interpreta quando mais jovens está perfeito; pensei até que se tratava de dois atores mirins! Não gosto da Tatiana que faz a mãe dos dois, mas ela felizmente dura pouco no filme e ainda tem uma morte marcante, um dos poucos momentos pesados da obra. O Macaco, inspirado num conto de Stephen King, é muito mais comédia que terror, mas de um humor sanguinolento. Também gostei de ver o Adam Scott, pena que ele teve pouco tempo de tela. O engraçado é que, por sua aparente morte pelo boneco assassino, depois, sua esposa só fala mal dele, pois pensa que ele abandonou a família.

A dublagem brasileira foi igualmente perfeita: Philippe Maia, Enzo Dannemann, Mariana Torres, Eduardo Drummond, Reginaldo Primo e Sérgio Cantú foram maravilhosos! Destaco o Enzo, que me enganou igual ao Christian por causa dos gêmeos jovens.

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Entrevista com o Demônio

Este é um Simples Comentário, para saber mais, leia a introdução.

Late Night with the Devil

2023

Austrália, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos

O apresentador Jack Delroy (David Dastmalchian) tenta recuperar a audiência de seu programa, que despencou desde a trágica morte de sua esposa. Desesperado pelo sucesso, Jack planeja um especial para o Halloween de 1977, mas o que começa como uma noite de entretenimento se transforma em um pesadelo ao vivo.

Cinco Estrelas

Os poucos defeitos que existem não me incomodam

💕

terça-feira, 30 de abril de 2024

Os Melhores Filmes de Abril de 2024

Este mês foi uma grata surpresa em relação ao cinema: três filmes ganharam meu afeto e dois deles foram os melhores do ano que vi até agora! Spy × Family Código: Branco é a animação do ano… passado, no caso; estreou em dezembro de 2023 no Japão, mas só chegou agora no Brasil. Contra o Mundo é o melhor filme não animado que eu vejo desde Som da Liberdade e Abigail é o melhor terror que vi este ano. Será que haverá outro que o supere? Abaixo comento porque gostei tanto assim de cada uma dessas obras-primas contando revelações sobre o enredo, ou, como é vulgarmente chamado, spoilers.

domingo, 11 de fevereiro de 2024

O Mal que Nos Habita

Este é um Simples Comentário, para saber mais, leia a introdução.

Cuando acecha la maldad

2023

Argentina

Em uma cidade remota, dois irmãos encontram um homem infectado pelo diabo prestes a dar à luz a própria doença. Eles decidem se livrar do homem, mas só conseguem espalhar o caos.

Uma Estrela e Meia

Ruim, mas podia ser pior.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

A Empregada Maldita

Aconteceu quando fui visitar minha amiga Bia. Ela mora em uma casa de dois andares bonita e espaçosa. Já de posse da chave, entrei na casa e não vi ninguém no primeiro andar. Subi as escadas que levam a dois quartos moderadamente grandes e foi em um deles que a encontrei. Estava em um canto encolhida e abraçada com sua irmã mais nova, Carla. Num primeiro momento, não entendi por que tremiam tanto.
- O que vós estão fazendo?
Em resposta a minha pergunta, Bia apontou um dedo indicador para o outro extremo do quarto, onde o que parecia ser a empregada da casa estava em uma espécie de transe.

Aproximei-me desta e percebi que havia um negrume em sua volta que destoava da escuridão do aposento. Foi quando labaredas de fogo surgiram ali que me distanciei e voltei para as proximidades de Bia e Carla.
- Os espíritos do mal vieram!
Após essa exclamação de Bia, vi que uma névoa branco-peróla rodeava a outra mulher que jazia no quarto invocando deus sabe-se lá o quê.

quinta-feira, 14 de julho de 2022

A Praga Maldita

Em uma noite tranquila, em algum lugar do Brasil, vivia uma família composta por pai, mãe, caçula e irmã mais velha. Os quatro moravam em uma casa modesta, mas espaçosa, com quintal pequeno, mas que rodeava a moradia. Nesta noite, esta família estava na sala assistindo à televisão. Ainda não era hora das crianças dormirem. Quando, não mais que de repente, todos ouviram sons estranhos vindos do quintal em frente à porta. Os quatro desviaram o olhar da TV para a porta da frente. Porta que abriu-se devagar. O pai perguntou-se se não a tinha trancado, mas antes de verbalizar a dúvida, surgiu uma criatura que não tinha como ser outra coisa que um alienígena. Era maior que a pessoa mais alta da casa, a cor de sua pele era azul-marinho e não parecia vestir roupas, embora não mostrasse órgãos genitais. Também possuía uma antena no meio da testa, de onde vinha os barulhos indescritíveis que a família agora ouvia. Os sons de outrora deviam ser de sua espaçonave, pensou o caçula. A antena da criatura musculosa e intimidadora vibrava, mas o resto de seu corpo estava parado. O ET havia dado poucos passos e fechado a porta sem encostar nela e agora jazia defronte aos quatro humanos como uma estátua. Eles estavam paralisados de medo. Bem, foi o que pensaram, mas, na verdade, a criatura tinha poderes psíquicos, canalizados pela antena, que faziam aquelas pessoas modestas não se moverem. Era difícil até de respirar. A irmã do caçula choraria se não estivesse paralisada. A mãe sentia-se impotente por não conseguir ajudar seus filhos. O pai estava com raiva por não conseguir ver seu jornal noturno. Por horas, o medo tomou conta dos quatro, enquanto a criatura azul ficava parada, impassível, com apenas a antena mexendo. Os barulhos que dela vinham apavoravam a família que nada podia fazer. Estavam consumidos pelo terror. O caçula, que amava histórias de terror, percebeu como não era nada divertido quando uma acontecia na realidade. Depois do que pareceu uma eternidade, amanheceu. Com os primeiros raios solares batendo nas janelas ao lado da porta, veio o estremecer do alienígena. Sua antena parou de vibrar e ele cambaleou para frente, mas fumaça já começara a sair de seu corpo. Sua pele borbulhava e ele queimou rapidamente na frente dos olhares temerosos daqueles que haviam sido suas vítimas até então.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

O Demônio do Quarto Andar

Esta é uma história real, aconteceu com um amigo de um amigo meu.

E eu vou escrevê-la como me foi contada pelo meu amigo, que repetiu as palavras de seu amigo. Se a história não fosse tão assustadora, eu acharia graça, pois isto parece uma tradição oral.

domingo, 25 de outubro de 2020

Os Melhores Episódios de Arquivo X

Nesta quarentena provocada pelo vírus chinês, resolvi assistir a uma das minhas séries favoritas. Revi todos os episódios e vi os que eu ainda não tinha visto. Foi uma experiência maravilhosa em grande parte, mas devo dizer que alguns episódios envelheceram muito mal. Por isso, resolvi fazer uma lista com os episódios que mais gostei para, quando eu rever a série novamente, eu não rever os ruins. Detalhe: há pessoas que dizem que as temporadas 8 e 9 teve "sérios problemas", mas eu discordo. Ela contém preciosidades, e foi por um episódio da 9ª que eu conheci a série. Também gosto dos filmes.

Episódios marcados com um “*” são os que fazem parte da mitologia da série, ou os que fazem menção ou têm pequenos vínculos com a trama principal.

O título em português dos episódios é o título falado pelo narrador na versão brasileira.

sábado, 29 de junho de 2019

Prazer Culposo

Outro dia, eu tive um sonho estranho.

Estava em um local com várias lojas, mas não parecia ser um shopping, e eu me deparei com um carrinho de pipoca. O estranho é que começaram a aparecer pintinhos que foram direto para as pipocas. Estavam comendo tudo, e o dono do carrinho obviamente ficou irritado, pois o seu meio de subsistência estava prejudicado. Mas o que me chocou é que ele sacou uma pistola e atirou nos filhotes de galinha bem no peito. Foi uma cena horrorosa, um por um, ele apontava a arma no peito dos bichinhos e atirava. Mas o pior veio depois: o pipoqueiro pegou o resto mortais dos franguinhos e os empanou. E não parou por aí, pois logo ele estava dando os frangos empanados de brinde para quem comprasse um saco de pipoca. E o mais bizarro é que eu comprei, ganhei aquela bizarrice empanada, comi e achei bem saboroso. Mas me senti muito mal por saber que estava consumindo o fruto de uma violência tão sem sentido a vidas inocentes que queriam apenas se alimentar.

Talvez eu sonhei isso porque eu sei que de fato há uma violência sem sentido contra a vida de filhotes para que a carne da galinha possa ser vendida.

A história já poderia ter terminado, eu até escrevi a moral dela, mas o meu sonho não tinha terminado. Depois, eu fui visitar duas lojas que pareciam papelarias, mas vendiam alguns livros e quadrinhos. Não lembro se comprei algum, mas certamente fiquei interessado em um. A história finaliza comigo saindo daquele – na falta de um termo melhor – shopping e entrando em um táxi para voltar para casa.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Fisgados

Conto inspirado pelo mito brasileiro Peixe dos olhos de fogo.

Eu e meu povo vivíamos em um lugar tranquilo e extremamente bonito. Nossas famílias eram alegres e felizes, tínhamos um grande espaço para vivermos e nos escondermos de possíveis predadores, era o paraíso. Isso até chegar criaturas que utilizam magia para nos atrair. Éramos fisgados pelo mal, perfurados nos lábios por armas que nunca antes tínhamos visto. Não havia uma boa alma que conseguia escapar do mal, adultos, velhos, crianças... todos mortos. O paraíso tinha virado um inferno, ninguém mais tinha esperança de uma vida melhor.

Até que chegou um forasteiro. Ele era parecido conosco, mas era maior e seus olhos pegavam fogo. Ele disse que se fizéssemos dele nosso líder, proteger-nos-ia de todo o mal. Assim fizemos e assim ele o fez. Nosso agora líder afugentava aquelas criaturas malignas e até comia algumas delas. Não era algo muito agradável de se ver, mas pelo menos tivemos nossa paz de volta. Infelizmente, por pouco tempo.

Nosso líder era reservado e preferia morar em uma caverna, longe de todos. Estranhamos, mas fazer o quê? Não era um preço alto a pagar pela paz. Mesmo assim, algumas de nossas crianças, com a curiosidade que lhes é natural, vez ou outra passava pela caverna, a espiar nosso líder. Sem problema, elas iam e voltavam de lá. Até que um dia, uma delas correu apavorada para onde eu e mais uns amigos estávamos reunidos.

- O que houve, pequena? perguntei.

- O nosso líder... Ele, ele...

E desabou em lágrimas.

Logo conseguimos acalmá-la um pouco e a infante contou sobre o regresso de nossa sentença e morte: o poder do líder havia se extinguido. Uma das criaturas foi à caverna e a criança estava lá e tudo ouvira. Ouvira a criatura tentar persuadir o líder a deixar as criaturas em paz e ainda disse morreriam de fome se não pudessem mais assassinar o meu povo. Foi aí que descobrimos que as criaturas eram verdadeiros monstros psicopatas, não bastavam nos matar asfixiados, também tinham o sadismo de nos devorar!

Justamente indignado, nosso líder gritou para a criatura: "Que morram todos!", mas ela não se intimidou. Travou uma luta com ele e fez com que o fogo de seus olhos se extinguisse! Derrotado, ele lamentou que precisaria de cem anos para voltar a ser nosso forte protetor. E foi aí que percebemos que não havia mais esperança...

Leitura Recomendada
Os peixes sentem dor?

sábado, 31 de outubro de 2015

A Criatura

Agora estou aqui, escondido neste armário, tentando passar despercebido pelas criaturas. Estou tentando não pensar nelas, não sentir medo, mas não consigo. Acredito que agora eu só possa escrever como tudo isso aconteceu e esperar que, depois que eu for morto, alguém encontre este meu relato e faça algo para deter essas criaturas. Realmente espero que alguém consiga descobrir o que são e como detê-las.
Tudo começou quando acordei em mais um dia de minha vida. Levantei, ainda cambaleando de sono, e vi. Vi algo parecendo um cão preto e magrelo, mas eu não tinha um no meu apartamento, e nunca ouvi falar em um que andasse pelas paredes. Entretanto, não tomei susto. Estava tão envolvido pelo sono recém finalizado que só fiquei parado ali, no meio da sala, vendo aquela criatura parada na parede, como se a gravidade surtisse efeito diferente nela, ou como se ela não se importasse com tal lei da física.

Depois de um tempo, já mais desperto, fui em direção à criatura, enquanto a via começar a andar pela primeira vez, nas paredes. Talvez eu estivesse pensando que fosse um sonho, ou simplesmente porque sou deveras curioso, mas nem pisquei ao me aproximar daquilo. E foi só quando aquilo olhou para a minha pessoa, que eu senti o peso da realidade, dei um grito e bati naquilo com o maior objeto que pude alcançar no momento.

A criatura foi ao chão depois que bati nela, para depois ir para a cozinha. Corri em direção a ela tentando acertá-la novamente e esmagá-la, como se fosse uma barata miserável. Desejando que, ao esmagá-la, tudo aquilo terminasse. Mas quando eu a encurralei, a criatura abriu sua grotesca boca e falou no bom e velho português comigo. Naquele instante, senti mais medo do que em toda a minha vida.

- Que medo delicioso estou sentindo. Faz tempo que não como tanto. Chego a estar farto.

Desesperado, pulei em cima da criatura para que eu não precisasse mais ouvir aquela voz nojenta. E a criatura me mordeu! Nem pensei na possibilidade de ela ter me infectado, e corri para alcançar a besta que fugia pela janela. Cheguei a tempo de vê-la se rastejando pelo chão do térreo e arrancando gritos, desmaios e correrias dos que ali estavam.

Desci as escadas correndo, só pensando em eliminar aquela vil criatura da face da Terra. Com prazer, pude vê-la se rastejando, claramente sem força, pelas redondezas de meu prédio. Não havia mais um pingo de medo em mim, só raiva. Toda a raiva que senti pelo que havia perdido, pelo que não pude ter, por todas as minhas frustrações, estava descontando naquilo. E após a criatura não conseguir mover mais um músculo sequer, percebi que estava meio esverdeada, com algo que supus ser seu sangue, mas não consegui identificar se estava dentro ou fora de sua pele.

Depois, pude carregá-la, com a ajuda de um vizinho, para levá-la a algum lugar que ficasse presa. Fiquei muito aliviado por tudo isso finalmente estar acabando, e já pensava o que podia fazer para passar mais um domingo tranquilamente em meu apartamento, quando vi outras duas criaturas quase idênticas àquela, com o mesmo tom esverdeado nos ombros. Mas devo confessar que ainda me pergunto o que me fez gritar e sair correndo desesperado dali, assim que as vi: o fato de mais pesadelos vivos aparecerem ou terem saído do elevador quebrado, trancado por fora já fazia uma semana?